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SEXTA 29 MAIO, 21H30
Apanhar um Peixe com as mãos
Escrever um livro é lançar a memória ao futuro. Como é que olhamos para a vida e a reescrevemos em histórias, poemas e ficções que alimentam o imaginário de milhões de leitores? A memória é tão difícil de agarrar como um peixe com as mãos, mas como é que a seguramos, burilamos e ficcionamos de múltiplos pontos de vista? As palavras, sob a forma de literatura, assumem um papel fulcral na criação de mundos que, muitas vezes, como supôs Oscar Wilde, colocam a vida em perspectiva: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na última sexta-feira de cada mês, na Casa da Memória de Guimarães, estaremos à conversa com um/a convidado/a sobre memória, literatura e muitas outra coisas. O momento, informal, será pontuado por leituras abertas. Tragam poemas, excertos de textos, microcontos ou palavras que gostariam de ler e juntem-se a nós para um copo de vinho e partilhas (mais do que) literárias.
Carolina Amaral nasceu em Guimarães e desde muito cedo mostrou interesse pelas artes. Licenciada em Teatro pela ESMAE, no Porto, frequentou ainda a ESTC, em Lisboa, prosseguindo os estudos no CNSAD, Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique, em Paris. Atualmente vive em Lisboa, mas é Guimarães que considera ser a cidade do seu coração.
Além do mester de atriz, tem um gosto particular por poesia, tendo publicado, nesse género, o livro “Escândalo Escuro”, pela editora Urutau, e, na área do teatro, o livro “Teatro do Mal: Manifesto e Desorientações”. Foi em 2017 que desenvolveu o seu primeiro projecto artístico enquanto autora “Stella Matutina”.
Curiosamente, Adília Lopes, que dá nome ao programa “Apanhar um peixe com as mãos”, tem um curioso poema chamado “Estrelas”: Na missa, uma velhota a cantar a ladainha a Nossa Senhora em vez de cantar ‘stella matutina’ cantava ‘estrela na cortina’. Acho isto lindo.
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível
O programa não se realiza nos meses de agosto e dezembro. Em 2026, excepcionalmente, não se realizou em janeiro.
NOTA: …apanhar um peixe / com as mãos são versos de um poema de Adília Lopes
Esta atividade terá tradução em Língua Gestual Portuguesa (LGP)
