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ATÉ 20 SETEMBRO de 2026
Pergunta ao Tempo
O “Pergunta ao Tempo” é um projeto anual de investigação e criação artística desenvolvido pela Educação e Mediação Cultural, que promove o diálogo entre património, comunidade e práticas educativas.
Desde a sua criação, tem articulado escolas, instituições sociais e equipas artísticas em processos colaborativos que exploram diferentes dimensões da memória e da identidade local. Reconhecido em 2021 com o prémio “Atividade Escolar Complementar” da Associação Portuguesa de Museologia, o projeto consolidou-se como uma referência na mediação cultural do concelho, afirmando-se pela continuidade, pela experimentação e pela construção de conhecimento partilhado. Em 2025/2026, assinala a sua 10.ª e última edição, encerrando um ciclo de trabalho que envolveu milhares de participantes ao longo de uma década. A edição deste ano, intitulada “Memória do Trabalho”, centra-se na relação intergeracional entre crianças e pessoas idosas, tendo o trabalho — nas suas dimensões históricas, sociais e simbólicas — como ponto de partida para um processo de criação artística.
Concebido e orientado por Amanda Midori e Ludgero Almeida, o projeto parte da premissa de que a memória constitui também um exercício ativo de evocação e reconstrução. As narrativas e objetos de recordação das pessoas idosas assumem, assim, um papel mediador na construção de novas leituras e interpretações realizadas pelas crianças. O desenvolvimento do projeto decorre em cinco momentos distribuídos entre a Casa da Memória de Guimarães, as escolas e as instituições de terceira idade envolvidas. As atividades incluem exercícios de criação colaborativa, sessões de escuta e diálogo, registos audiovisuais e produções visuais em diferentes técnicas. O percurso culmina na exposição “Memória do Trabalho”, apresentada em junho de 2026, reunindo vídeos, fotografias, instalações e outras produções resultantes do processo. Esta edição final reforça o compromisso do projeto com a valorização do diálogo entre gerações e com a construção partilhada de uma memória coletiva em permanente transformação.
