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SEXTA 26 JUNHO, 21H30
Apanhar um Peixe com as mãos
Escrever um livro é lançar a memória ao futuro. Como é que olhamos para a vida e a reescrevemos em histórias, poemas e ficções que alimentam o imaginário de milhões de leitores? A memória é tão difícil de agarrar como um peixe com as mãos, mas como é que a seguramos, burilamos e ficcionamos de múltiplos pontos de vista? As palavras, sob a forma de literatura, assumem um papel fulcral na criação de mundos que, muitas vezes, como supôs Oscar Wilde, colocam a vida em perspectiva: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na última sexta-feira de cada mês*, na Casa da Memória de Guimarães, estaremos à conversa com um/a convidado/a sobre memória, literatura e muitas outra coisas. O momento, informal, será pontuado por leituras abertas. Tragam poemas, excertos de textos, microcontos ou palavras que gostariam de ler e juntem-se a nós para um copo de vinho e partilhas (mais do que) literárias.
Gonçalo M. Tavares, nascido em Luanda em 1970, é escritor e professor de Teoria da Ciência na Universidade de Lisboa, sendo hoje uma das figuras centrais da literatura portuguesa contemporânea. Estreou-se com Livro da Dança (2001) e construiu, desde então, uma obra singular, marcada pela experimentação formal e pela reflexão sobre ciência, política e linguagem, atualmente traduzida e publicada em cerca de 70 países. Entre os seus primeiros reconhecimentos destacam-se o Prémio Branquinho da Fonseca (Fundação Calouste Gulbenkian e Expresso) com O Senhor Valéry (2002), o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com Investigações.
Ao longo do seu percurso, várias obras alcançaram projeção internacional, nomeadamente Jerusalém (2004), distinguido com o Prémio Literário José Saramago (2005), o Prémio LER/Millennium BCP (2004) e o Prémio Portugal Telecom (2007); Aprender a Rezar na Era da Técnica (2007), premiado com o Prix du Meilleur Livre Étranger (2010); o projeto O Bairro, distinguido com o Prix LaureBataillon (2021); e O Osso do Meio (2020), vencedor do Prémio Oceanos (2021). Dezenas de livros seus foram distinguidos com prémios literários em diferentes países, tendo sido também várias vezes finalista dos Prix Médicis e Prix Femina. Em março deste ano, venceu o prestigiado Prémio Formentor das Letras.
Entre as suas publicações mais recentes destaca-se O Fim dos Estados Unidos da América (2025). A amplitude e originalidade da sua obra levaram José Saramago a antecipar a possibilidade de um futuro Prémio Nobel.
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível
* O programa não se realiza nos meses de agosto e dezembro. Em 2026, excepcionalmente, não se realizou em janeiro.
NOTA: …apanhar um peixe / com as mãos são versos de um poema de Adília Lopes
Esta atividade terá tradução em Língua Gestual Portuguesa (LGP)
Duração: c. 120 mins
Maiores de 6

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Este espetáculo terá tradução em Língua Gestual Portuguesa.
Língua Gestual Portuguesa e a língua através da qual grande parte da comunidade surda em Portugal (cerca de 30.000 pessoas) comunica entre si. A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. As línguas gestuais são línguas naturais, que surgem e se desenvolvem naturalmente, como as línguas orais. É produzida pelos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais.