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SEXTA 31 JULHO, 21H30

Apanhar um Peixe com as mãos

Há Um Herbário no Deserto - Concerto Poético + Conversa e leituras
Mia Tomé e Clara Lacerda

Escrever um livro é lançar a memória ao futuro. Como é que olhamos para a vida e a reescrevemos em histórias, poemas e ficções que alimentam o imaginário de milhões de leitores? A memória é tão difícil de agarrar como um peixe com as mãos, mas como é que a seguramos, burilamos e ficcionamos de múltiplos pontos de vista? As palavras, sob a forma de literatura, assumem um papel fulcral na criação de mundos que, muitas vezes, como supôs Oscar Wilde, colocam a vida em perspectiva: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na última sexta-feira de cada mês*, na Casa da Memória de Guimarães, estaremos à conversa com um/a convidado/a sobre memória, literatura e muitas outra coisas. O momento, informal, será pontuado por leituras abertas. Tragam poemas, excertos de textos, microcontos ou palavras que gostariam de ler e juntem-se a nós para um copo de vinho e partilhas (mais do que) literárias

Gravado no Oracle Recording Studio, no Deserto de Sonora, Arizona, EUA, o albúm “Há Um Herbário no Deserto” canta e diz a poesia de Emliy Dickinson, em Português, com tradução da poeta Ana Luísa Amaral. Na voz de Mia Tomé, acompanhada ao piano por Clara Lacerda, este concerto-poético conta-nos várias histórias ao ouvido que comemoram a poesia no feminino. Um herbário sonoro que celebra a Natureza tão evocada na obra de Dickinson, explorando as melodias e os sons que o Deserto oferece.


Mia Tomé

Atriz, Cantora e Voice Artist, formada pela ‘’The Lee Strasberg Theatre and Film Institute” em Nova lorque como bolseira da Fundação Gulbenkian, e em “Teatro” pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Destaca-se por trabalhar a Palavra e o género Spoken Word. Tem vindo a desenvolver diversos projetos sobre Poesia no Feminino como o álbum “Projeto Natália” que contou com vários concertos internacionais em Washington DC, Boston e Nova lorque. Em 2021 inicia a sua relação profissional com o Arizona, durante uma residência artística como bolseira da FLAD, onde se focou nas “Mulheres Artistas do Oeste” cruzando música, poesia e a imagem em movimento. Colabora em 2022 com o produtor Francis Kelly e decidem gravar o “Há um Herbário no Deserto” no Oracle Recording Studio. Já se apresentou em palcos como Harvard Club (Manhattan), Dartmouth (Massachusetts), Fast Forward (Dresden, Alemanha), e em 2023 foi a convidada da Embaixada Portuguesa em Washington DC para cantor nas celebrações da Língua Portuguesa. Colaborou com artistas como Alex & The Moondaze, Noiserv, Elisa Rodrigues, Herbert Walker ou Clara Lacerda.


Clara Lacerda

Pianista e compositora, Clara Lacerda tem-se destacado na cena jazz nacional com uma multiplicidade de projetos. Natural de Vila Nova de Famalicão, passou pelo Conservatório de Música do Porto e pela ESMAE (Porto) e estuda composição com Abe Rábade e Carlos Azevedo. Participou no workshop “Som Crescente” com Peter Evans (que atuou na Galeria ZDB) e tem-se apresentado ao vivo com os grupos The Peace of Wild Things (com Romeu Tristão e Ricardo Coelho) e Duke Ellington’s Songbook (com João Ribeiro e Romeu Tristão). Um dos seus projetos mais originais é o trio Herse, com a cantora Sofia Sá e a violoncelista Raquel Reis – que resultou de uma encomenda para o festival Theia e passou também pela Festa do Jazz. Foi convidada a escrever um arranjo para a Orquestra Jazz de Matosinhos e estreia um quinteto, com Afonso Silva, João Pedro Brandão, Romeu Tristão e Marcos Cavaleiro no espaço Porta-Jazz.

Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível

* O programa não se realiza nos meses de agosto e dezembro. Em 2026, excepcionalmente, não se realizou em janeiro.

NOTA: …apanhar um peixe / com as mãos são versos de um poema de Adília Lopes


Esta atividade terá tradução em Língua Gestual Portuguesa (LGP)


Duração: c. 120 mins

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2026.07.31 APANHAR UM PEIXE COM AS MÃOS

Vídeos

2026.07.31 APANHAR UM PEIXE COM AS MÃOS

Este espetáculo terá tradução em Língua Gestual Portuguesa.

Língua Gestual Portuguesa e a língua através da qual grande parte da comunidade surda em Portugal (cerca de 30.000 pessoas) comunica entre si. A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. As línguas gestuais são línguas naturais, que surgem e se desenvolvem naturalmente, como as línguas orais. É produzida pelos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais.

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