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SEXTA 25 SETEMBRO DE 2026, 21H30
Apanhar um peixe com as mãos
Escrever um livro é lançar a memória ao futuro. Como é que olhamos para a vida e a reescrevemos em histórias, poemas e ficções que alimentam o imaginário de milhões de leitores? A memória é tão difícil de agarrar como um peixe com as mãos, mas como é que a seguramos, burilamos e ficcionamos de múltiplos pontos de vista? As palavras, sob a forma de literatura, assumem um papel fulcral na criação de mundos que, muitas vezes, como supôs Oscar Wilde, colocam a vida em perspetiva: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na última sexta-feira de cada mês*, na Casa da Memória de Guimarães, estaremos à conversa com um/a convidado/a sobre memória, literatura e muitas outras coisas. O momento, informal, será pontuado por leituras abertas. Tragam poemas, excertos de textos, microcontos ou palavras que gostariam de ler e juntem-se a nós para um copo de vinho e partilhas (mais do que) literárias. Teremos em todas as edições a parceria da Evineo Wine Boutique, responsável por selecionar os vinhos servidos. Esta curadoria acrescentará uma nova dimensão de descoberta e partilha em cada sessão.
José Manuel Barroso nasceu na Vila das Lajes do Pico, em 1943. Jornalista durante toda a sua vida, escreveu de tudo um pouco, mas foi sobretudo na política e na História que se distinguiu, recebendo diversos prémios, entre eles, o Grande Prémio de Jornalismo do Clube Português de Imprensa pelo conjunto de trabalhos de investigação sobre o 25 de Abril, publicados em livro sob o título “Segredos de Abril”. Capitão de Abril, foi condecorado como Grande Oficial da Ordem da Liberdade. Dirigiu jornais e agências noticiosas. Com presença marcante na imprensa, rádio e televisão. Desde 2021 dedica-se à escrita, já com três livros publicados. Em 2024, foi distinguido com o Prémio de Conto +65. Este “Lautrec” é o seu primeiro livro com a The Poets and Dragons Society.
Rui Sobral (n. Santo Tirso), é escritor, poeta e ilustrador. Além de “debaixo da pele ainda ferve” (Labirinto, 2026) - livro que resulta da Residência Literária inserida no Thermos, Encontro Literário -; “vinte e dois poemas de guerra para Clementina” e “noturnos” (Poética, 2025) - ambos Finalistas do Prémio Literário Glória de Sant’Anna 2026 -, é autor de A nu (poesia, 2014), tendo participado em diversas antologias e obras coletivas, em Portugal e no estrangeiro. Licenciado em Línguas Aplicadas, mestre em Sociologia pela Universidade do Minho e doutorando em História, Rui Sobral é, ainda, fundador do Poesia a Três e do grupo poético-musical SOMA.
NOTA: …apanhar um peixe / com as mãos são versos de um poema de Adília Lopes
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível

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Este espetáculo terá tradução em Língua Gestual Portuguesa.
Língua Gestual Portuguesa e a língua através da qual grande parte da comunidade surda em Portugal (cerca de 30.000 pessoas) comunica entre si. A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. As línguas gestuais são línguas naturais, que surgem e se desenvolvem naturalmente, como as línguas orais. É produzida pelos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais.