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SEXTA 27 NOVEMBRO DE 2026, 21H30
Apanhar um peixe com as mãos
Escrever um livro é lançar a memória ao futuro. Como é que olhamos para a vida e a reescrevemos em histórias, poemas e ficções que alimentam o imaginário de milhões de leitores? A memória é tão difícil de agarrar como um peixe com as mãos, mas como é que a seguramos, burilamos e ficcionamos de múltiplos pontos de vista? As palavras, sob a forma de literatura, assumem um papel fulcral na criação de mundos que, muitas vezes, como supôs Oscar Wilde, colocam a vida em perspetiva: a arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na última sexta-feira de cada mês*, na Casa da Memória de Guimarães, estaremos à conversa com um/a convidado/a sobre memória, literatura e muitas outras coisas. O momento, informal, será pontuado por leituras abertas. Tragam poemas, excertos de textos, microcontos ou palavras que gostariam de ler e juntem-se a nós para um copo de vinho e partilhas (mais do que) literárias. Teremos em todas as edições a parceria da Evineo Wine Boutique, responsável por selecionar os vinhos servidos. Esta curadoria acrescentará uma nova dimensão de descoberta e partilha em cada sessão.
Carlos Poças Falcão nasceu em Guimarães, em 1951. Fez o curso de Direito em Coimbra, mas apenas exerceu advocacia por um breve período, dedicando-se desde então à docência. Em 1993, com um grupo de amigos, fundou a editora de poesia Pedra Formosa, cuja actividade se prolongou até 2003. Publicou diversos livros de poesia, todos reunidos posteriormente em Arte Nenhuma (Opera Omnia, Guimarães, 2012, 1.ª edição; e Livraria Snob/Edições Língua Morta, Lisboa, 2020, 2.ª edição). Mais recentemente
publicou O Livro de Énio, (Officium Lectionis, Porto, 2025) e O Céu sobre a Montanha, com fotografias de Ana Paula Meneses (Modo de Ler, Porto, 2025). Para além dos livros de poesia, publicou o conto O Senhor da Casa do Alto (Sociedade Martins Sarmento, Guimarães, 2017).
NOTA: …apanhar um peixe / com as mãos são versos de um poema de Adília Lopes
Entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível

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Este espetáculo terá tradução em Língua Gestual Portuguesa.
Língua Gestual Portuguesa e a língua através da qual grande parte da comunidade surda em Portugal (cerca de 30.000 pessoas) comunica entre si. A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. As línguas gestuais são línguas naturais, que surgem e se desenvolvem naturalmente, como as línguas orais. É produzida pelos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais.