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ONGOING PROJECT

As Mulheres Operárias em Guimarães

Filming for the documentary on the women factory workers of Guimarães
Raquel Azevedo

In May, this group of women came together at the Casa da Memória de Guimarães to meet one another, as well as the filmmaker and the project team.

The gathering included a screening of the documentary As Vozes por Entre os Fios (Voices Between the Threads), giving participants an opportunity to become familiar with the work that will be developed with them. Throughout the autumn and winter, interviews will be conducted with seven women—five retired and two still working in the textile industry.

The participants are: Maria Rosa Fontão, who began weaving at home at the age of ten and later worked at Josim Cobertores; Esmeralda Fontão, a former spinning mill worker at Coelima; Eduarda Fontão, who started working at Coelima at the age of fourteen in the warehouse and yarn dispatch department; Maria Emília Machado, who joined Coelima's garment production department at thirteen, specialising in lockstitch sewing; Ana Lemos, who worked in a factory in Guimarães where, following the Carnation Revolution of 25 April 1974, the owners abandoned the company and the workers kept it running under a system of workers' self-management. After the factory closed, she joined Coelima's special weaving shifts; and Sandra Palavras and Helena Pomba, who continue to work in Coelima's garment production department.


Raquel Azevedo is an author, documentary filmmaker, and cultural practitioner whose artistic practice brings together documentary cinema, research, cultural mediation, and community engagement. Her work focuses on preserving collective memory, promoting social justice, and highlighting the stories of women and communities that have often been overlooked. A significant part of her research centres on women workers in the textile industry of the Ave Valley and on women connected to Portugal's traditional dried-fish industry.

She is the creator of community cinema projects such as Cinema Insuflável (Inflatable Cinema) and Cinema em Casa (Cinema at Home), which promote democratic access to culture and audience development in neighbourhoods, schools, and underserved communities, using cinema as a tool for inclusion, participation, and critical thinking. She has also developed educational projects within the framework of the Projeto Escolhas programme, using audiovisual media to empower young people. Her work combines documentary research, oral history, audiovisual creation, and community participation, affirming cinema as a space for preserving intangible heritage, creating new narratives, and fostering social transformation.

No mês de maio, este grupo de mulheres deslocou-se à Casa da Memória de Guimarães para se conhecer entre si, conhecer a realizadora e a equipa afeta ao projeto. Este momento incluiu a projeção do documentário As Vozes por Entre os Fios, permitindo às participantes conhecer o trabalho que será desenvolvido com elas. Durante os meses de outono e inverno serão realizadas entrevistas a sete mulheres, cinco já reformadas e duas ainda no ativo: Maria Rosa Fontão, que começou a tecer em casa aos 10 anos e, mais tarde, trabalhou na Josim Cobertores; Esmeralda Fontão, antiga operária da fiação da Coelima; Eduarda Fontão, que iniciou o seu percurso profissional na Coelima aos 14 anos, desempenhando funções no armazém e na expedição de fio; Maria Emília Machado, que começou a trabalhar na confeção da Coelima aos 13 anos, especializada na execução do ponto corrido; Ana Lemos, que trabalhou numa fábrica de Guimarães onde, após o 25 de Abril, os proprietários abandonaram a empresa e os trabalhadores asseguraram a sua continuidade em regime de autogestão. Após o encerramento da fábrica, integrou os turnos especiais da tecelagem da Coelima; Sandra Palavras e Helena Pomba, que continuam atualmente a exercer funções na confeção da Coelima.


Raquel Azevedo é autora, documentarista e criadora cultural, desenvolvendo uma prática artística que cruza cinema documental, investigação, mediação cultural e intervenção comunitária. O seu trabalho centra-se na preservação da memória coletiva, na justiça social e na valorização das histórias de mulheres e comunidades frequentemente invisibilizadas, com especial destaque para a investigação sobre as operárias da indústria têxtil do Vale do Ave e as mulheres ligadas à seca da pesca. É criadora de projetos de cinema comunitário, como o Cinema Insuflável e o Cinema em Casa, que promovem o acesso democrático à cultura e a formação de públicos em bairros, escolas e territórios periféricos, utilizando o cinema como ferramenta de inclusão, participação e pensamento crítico. Desenvolveu também projetos educativos no âmbito do Projeto Escolhas, recorrendo ao audiovisual como instrumento de capacitação juvenil. A sua obra articula investigação documental, recolha de memória oral, criação audiovisual e participação comunitária, afirmando o cinema como um espaço de preservação do património imaterial, construção de novas narrativas e transformação social.

202607.22 As Mulheres Operárias em Guimarães
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